O verdadeiro sentido do Natal

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È Natal! Neste dia 25 de dezembro o mundo “cristão” celebra a sua data mais importante. Guirlandas, pinheiros ornamentados, presépios, papais noéis, luzes coloridas, cantatas natalinas etc. dão o tom do momento e caracterizam o cenário de casas, ruas, shoppings centers e quase tudo a nossa volta. Um clima de alegria parece tomar conta das pessoas, afinal, o ambiente fica mais colorido, mais festivo, há trocas de presentes, há um clima de nostalgia que nos remete à nossa infância, enfim, mas, não apenas isto, o Natal também é sinônimo de reencontro. Pessoas queridas dentre familiares, parentes e amigos, têm, muita das vezes, nesta data, a única oportunidade ao longo do ano para se reverem, matarem a saudade e se congratularem. Confesso que gosto deste lado social da data.

Entretanto, em que pese todo este clima de magia natalina, é bom esclarecer que o Natal não é uma prescrição bíblica, por isto mesmo não era conhecido e nem celebrado pela comunidade cristã nos três primeiros séculos da nossa era. Não foi senão no 4º século que tal prática começou a ser introduzida à partir da consolidação do Cristianismo e, finalmente, no 5º século,  se torna oficialmente uma festa cristã, cuja data a ser celebrada, 25 de dezembro, era a mesma data em que o paganismo romano celebrava o nascimento do deus Sol. Na verdade, ocorrera uma apropriação cristã de elementos do paganismo romano em razão da ignorância em relação a data exata do nascimento de Jesus. Sim, o Natal tem suas origens no paganismo romano.

Entretanto, considerando que o Natal repousa no imaginário popular como uma autêntica celebração cristã, e por identificá-lo como o dia em que se celebra o nascimento de Jesus, não nos ocuparemos em discutir as raízes pagãs da celebração. Interessa-nos apenas chamar a atenção para uma triste realidade que tem caracterizado a celebração ao longo destes séculos e que, se devidamente compreendida, poderia mudar o entendimento das pessoas acerca do Natal, bem como mudar suas próprias vidas.

Com a freqüência destes séculos o Natal tem sido mal compreendido por aqueles que deveriam compreendê-lo. O nascimento do menino Jesus parece significar para as pessoas nada muito além de uma bela tradição, que ganha materialização, nos vários presépios que compõem a tradição natalina. O mistério da natividade, por paradoxal que possa parecer, é do desconhecimento da maioria esmagadora da cristandade, não obstante, ser celebrada por estes já por quase dois milênios.

Na ausência de um real significado para o natal, cunhou-se para a época o termo “espírito natalino”, que seria a disposição para o exercicio da confraternização, da solidariedade, do bem querer etc, dentre outras disposições semelhantes. Logicamente que tal disposição deveria sempre nos caracterizar como indivíduos, mas, o Natal não é isto, ou apenas isto! Quão triste, grave, e de implicações sérias tal distorção revela ser! Como dito, o Natal não é uma prescrição bíblica, contudo, posto que tenha se tornado uma tradição cristã, entranhado na cultura ocidental, devemos compreendê-lo e celebrá-lo à partir de seu real significado, cujo significado está intrinsecamente atrelado a compreensão do mistério da redenção. 

A palavra redimir significa “comprar os direitos”, e no mundo antigo o termo era usado em referência à compra da liberdade de um escravo. A redenção, enquanto uma verdade bíblica, significa dizer que Jesus em sua morte vicária, com seu sangue, redimiu a humanidade, comprou sua liberdade, nos concedeu a carta de alforria da escravidão do pecado ou da lei do Velho Testamento. Sim, não fosse a redenção propiciada por Jesus estaríamos ainda presos ao poder do pecado em inimizade eterna para com Deus. Jesus Cristo nos reconciliou com o Pai, e esta obra de reconciliação, de redenção, foi a maior demonstração de amor divino pelo ser humano, tal como bem coloca o apóstolo João:

2503952618_ab1a0ea5c7“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3:16.

Deus, por amor a humanidade, abriu mão do que Ele tinha de mais precioso, seu único Filho, o qual foi enviado ao mundo dos homens, miseráveis e perdidos pecadores, entre os quais nos incluímos, para morrer em nosso lugar, por conta de nossos pecados, em atendimento à Sua justiça, que exige a condenação do pecador, embora o ame como um verdadeiro pai. Se alguém tem dúvidas de que Deus se importa conosco, no nascimento de Jesus se dissipa toda a dúvida, pois, ali, temos a maior demonstração de amor que Deus poderia dar a humanidade. Isto está claramente evidenciado no anúncio do anjo a José em sonho: E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (Mateus 1:20-21)

Diante de tal anúncio, nosso coração deveria ser tomado de intenso regozijo e gratidão, haja vista, estar ali registrado, a promessa de que Deus estaria nos concedendo, através de Seu Filho Jesus, a única oportunidade que teríamos de estarmos sendo justificados diante Dele, tirando de nós a merecida condenação por conta de nossos pecados. Por isto, à Ele toda honra e glória eternamente!

mangerbEis então o verdadeiro sentido do Natal — Deus em Cristo Jesus reconciliando consigo mesmo o mundo. Este, e tão somente este, é o verdadeiro sentido para o Natal. Qualquer leitura diferente estará gravemente equivocada. Não se pode negociar tal sentido. O mundo precisa chegar a este entendimento, pois para ele foi Jesus enviado. O Natal é, portanto, um testemunho do amor de Deus pela humanidade, em que Ele  nos concedeu, hà mais de dois mil anos, o presente mais caro de todos — o menino Jesus! Se todos pudessem chegar a este entendimento o Natal jamais seria um mero exercício cultural.

Assim, que neste Natal nossos corações não sejam sobrecarregados com os cuidados da vida, com o clima de confraternização, com os encantos das celebrações, com o brilho dos apetrechos e luzes das ornamentações, e desta forma, venhamos a nos esquecer do real significado deste dia. Celebremos, pois, Jesus em nossos corações e convidemo-lo a participar da ceia conosco como Ele bem quer e já nos anunciou:“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. (Apocalipse 3:20)

Feliz Natal à todos!


ah40


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2 Respostas

  1. Natal é quando um homem quiser.

    dezembro 22, 2010 às 3:46 pm

  2. nivinho

    Natal é lembrar, é ter no coração e viver constantemente
    o sacrifício de Jesus Cristo, é não esquecer este sacrificio.
    Não precisamos celebrar, porque Ele esta vivo ao lado do Pai.
    É a Fé que faz acreditar num unico Deus, que habita nas alturas
    e que se fez carne para viver (habitar) no meio dos homens
    Se converter é isso, ou de nada vale tanta sabedoria.

    julho 30, 2011 às 8:20 pm

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