Arquivo para março, 2013

A origem e o verdadeiro significado da Páscoa

páscoa

Você sabe qual a origem e o verdadeiro significado da Páscoa?

     Para os cristãos a palavra Páscoa, no hebraico “Pessach”, significa a comemoração da ressurreição de Jesus ao terceiro dia de sua crucificação, e isto está correto, mas o que a maioria não sabe é que a Páscoa teve origem nos tempos em que o povo de Israel esteve cativo no Egito, cerca de 2000 anos antes de Cristo.

     Na época, após Deus castigar o Egito com 09 pragas terríveis, em resposta a obstinação do faraó que insistia em não libertar o povo de Deus, então, Deus derramou a última e pior das pragas, a morte de todo primogênito das famílias, vejamos:

E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” Êxodo 12:12-14

     Mas antes de Deus enviar tal praga sobre todo o Egito Ele proveu a seu povo uma forma de livramento do juízo iminente. Ele determinou ao povo de Israel que eles deveriam sacrificar um cordeiro sem defeitos e aspergir o sangue do animal nos umbrais da porta de suas casas, pois à meia-noite o Espírito do Senhor passaria pelo Egito e entraria em cada casa ceifando a vida de todo primogênito, porém, a casa que tivesse o sangue do cordeiro aspergido no umbral da porta seria poupada, ou seja, o Espírito de Deus passaria ( Pessach) por aquela casa. Esta passagem pela casa marcada com sangue é que deu origem ao termo Pessach.

     Interessante é que não bastava ser israelita para se ver livre da morte do primogênito, o que livrava o primogênito da morte era obedecer a Deus e passar o sangue no umbral da porta como ordenado, e isto tem um enorme significado, levando em conta que a Páscoa, além de um evento histórico era um evento profético, tipológico, no sentido de que apontava para Jesus Cristo, chamado de Cordeiro Pascoal.

     Assim como o sangue do cordeiro nos tempos de Moisés livrou as famílias israelitas do juízo de Deus, da mesma forma o sangue de Jesus Cristo derramado no madeiro da cruz nos livra do castigo divino, desde que dele nos apossemos, apropriadamente, pela fé. Tem que haver o tipo de fé que obra para a salvação. Lembre-se, mesmo sendo israelitas e sacrificando o cordeiro, ainda assim, o povo deveria passar o sangue no umbral, ou seja, uma fé posta em prática, para salvação. Do mesmo modo, para nós, hoje, de nada adianta falar que acredita em Jesus, mas não agir na totalidade da fé professada. Não basta dizer que acredita em Jesus e viver de qualquer jeito, tem de se apropriar Dele. Em que sentido? No sentido de não apenas acreditar na sua figura histórica mas crer em quem de fato Ele é, o nosso Cordeiro Pascoal, ou seja, nosso substituto, aquele cujo sangue foi derramado, não no umbral da porta, mas no madeiro da cruz, para que o juízo de Deus devido aos nossos pecados recaísse sobre Ele, e nós fossemos salvos pela graça divina.

     Jesus Cristo, qual cordeiro sem defeito, morreu por nós, logo, nós é que deveríamos ter morrido, e o peso desta constatação deveria nos levar ao arrependimento, ao reconhecimento de que Deus está nos salvando, gratuitamente, através de Seu filho, e à partir deste reconhecimento experimentar o que Jesus chama de novo nascimento, que é o arrependimento verdadeiro, da nossa vida pregressa, reconhecendo e considerando que morremos para os nossos pecados e renascemos para uma nova vida de obediência e comunhão com Ele, e apenas Ele. E assim como Jesus morreu e ressuscitou, Ele nos garante que se crermos, de igual forma, ainda que morramos, viveremos com Ele, eternamente: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;” ( João 11:25 ).

     Este é, portanto, o real significado da Páscoa.

 

 

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