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Ashura: o silêncio dos inocentes

 

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(Levítico 19:28) – Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.

A imagem acima, chocante, diga-se de passagem, é cena corriqueira numa das celebrações mais sagradas para os muçulmanos xiitas no mundo todo, a Ashura.

A celebração, comemorada no 10º dia do mês muçulmano de Moharram, ocorre anualmente em memória do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé e morto no ano 680 D.C.

No último dia da festividade que dura 10 dias, ocorrem os rituais de martírio, onde homens, meninos e idosos desfilam pelas ruas com o rosto e o corpo cobertos de sangue, em razão da autoflagelação a que se submetem, utilizando-se de navalhas, sabres, facas e correntes. A intenção é relembrar a morte violenta de Hussein em Karbala. A tradição conta que Hussein foi morto pelos homens do califa sunita Jazid. Depois de decapitado, teve o corpo mutilado.

Durante as comemorações, várias equipes de socorro ficam de prontidão para o atendimento de feridos, sendo que, não raro, há casos de mortes em decorrência de ferimentos mais graves.

A cada vez que olho para a foto acima, sou tomado de profunda comoção. A condição na qual se encontra a criança me deixa profundamente consternado. O sangue que escorre pela sua pequenina face não consegue esconder a expressão de espanto, de dor e perplexidade, afinal, é o próprio pai que está lhe infligindo tamanho sofrimento. O trauma que esta criança poderá sofrer é quase certo. É difícil para mim, mesmo sendo um cristão, ver o pai desta inocente criança lhe golpeando a cabeça e não me sentir sobremodo irado. Em hipótese alguma poderia concordar com tal prática, em que pese à opinião dos defensores das tradições culturais, entre os quais se encontram certos antropólogos, sociólogos e afins politicamente corretos e moralmente, com o perdão da palavra, imbecis.

Estas pessoas que defendem tal prática, atentando para a “tradição”, são as mesmas que estão requerendo do governo federal, providências contra os missionários evangélicos (JOCUM) por estes estarem conscientizando algumas tribos indígenas brasileiras, a abandonarem a terrível prática de enterrarem suas crianças ainda vivas, quando são portadoras de enfermidades físicas, psicológicas, ou simplesmente, por nascerem gêmeas.

Jamais poderemos colocar uma tradição cultural acima da dignidade humana, do direito a vida. É paradoxal que aqueles que são “experts” nas relações humanas geralmente costumam privilegiar as tradições culturais em detrimento do objeto destas mesmas tradições, o ser humano.

Voltando a celebração muçulmana acima, temos a nosso favor, que tal celebração não é uma unanimidade entre os xiitas. Na verdade, aqueles menos radicais, não apenas não participam desta parte da festividade como a condenam. São várias as autoridades políticas e religiosas muçulmanas que não aprovam tal prática.

fig43Deveria haver por parte dos organismos internacionais de defesa dos direitos humanos, uma mobilização no sentido de cobrarem dos governos dos países onde ocorrem este tipo de celebração, à que interfiram junto as autoridades religiosas muçulmanas para que contenham a prática, pelo menos, quando envolver a participação de crianças.

O fato é, que necessário se faz conter a participação de crianças inocentes neste tipo de coisa, para se evitar a relação de continuidade da prática. Vejam bem, não estou aqui me levantando contra a celebração da Ashura, a qual tem sido celebrada por vários xiitas de uma forma menos violenta e nem por isto menos sagrada para os mesmos, mas sim, ao derramamento de sangue inocente.

Infelizmente, como sempre acontece, quando o ser humano se entrega a insanidade em suas diversas matizes, seja religiosa, ideológica, política, ou mesmo a vaidade pessoal, as maiores vítimas são as pobres crianças indefesas, as quais, não podendo resistir diante da superioridade física, da autoridade paterna-materna etc., se tornam  presas fáceis nas mãos de tais pessoas.O saldo desta triste realidade tem sido a morte de milhões de crianças em todo o mundo, vítimas de abortos, das guerras, dos genocídeos, do terrorismo, da violência e exploração sexual, dos sacrifícios de sangue, da fome, doenças e tantos outros males.

Quanto a Ashura, penso mesmo que o que falta, é a conscientização por parte das autoridades muçulmanas dos que se dão a prática. Digo isto levando em conta que, a exemplo dos judeus e cristãos, o Islão considera Moisés um autêntico profeta e, sendo assim, consideram como digno de aceitação os escritos mosaicos. Logo, à luz de Levítico 19:28 Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR”, a prática da autoflagelação deveria ser desestimulada entre os que a praticam.

Na verdade, a autoflagelação tem suas raízes no contexto cultual do paganismo antigo, o qual Deus abomina, tendo por isto mesmo, proibido a prática ao povo de Israel conforme citado no verso acima.

Um claro exemplo disto é o episódio envolvendo o desafio de Elias contra os 400 profetas de baal segundo nos mostra a narrativa de I Reis 18: 25-28:

“Disse, pois, Elias aos profetas de Baal: Escolhei para vós: um dos novilhos, e preparai-o primeiro, porque sois muitos, e invocai o nome do Senhor, vosso deus, mas não metais fogo ao sacrifício. E, tomando o novilho que se lhes dera, prepararam-no, e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até o meio-dia, dizendo: Ah Baal, responde-nos! Porém não houve voz; ninguém respondeu. E saltavam em volta do altar que tinham feito. Sucedeu que, ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e necessite de que o acordem.E eles clamavam em altas vozes e, conforme o seu costume, se retalhavam com facas e com lancetas, até correr o sangue sobre eles”.

O texto grifado […] conforme o seu costume […] é bem claro em retratar que a prática da autoflagelação já era praticada pelos povos antigos como parte de sua ritualística de culto. Assim, quando tal prática é exercida atualmente pelas várias tradições religiosas — e aqui se inclui a que acontece entre alguns católicos — está se incorrendo numa prática pagã antiga, abominável e reprovável por Deus.

O sacrifício que deveríamos fazer, já foi feito há cerca de 2000 mil anos, quando um homem chamado Jesus — Issa, para os muçulmanos — em estrita obediência ao Pai, se permitiu ser esbofeteado, chicoteado até dilacerar suas costas; recebeu uma coroa de espinhos cravados em sua cabeça; carregou uma pesada cruz de madeira maciça até o alto de um monte e, estando ali, teve suas mãos e pés pregados naquela cruz, até que, não resistindo mais, tamanho sofrimento, morreu naquele lugar. Tudo isto ele suportou, por saber ser aquela a vontade do Pai, o qual, por amor de nós pecadores, se “autoflagelou” na Pessoa de Seu Filho, para que tivéssemos o perdão de nossos pecados, mediante a satisfação da  Sua justiça, que exigia a condenação do pecador. Assim, Jesus, Issa, nos representou na cruz e sofreu a pena em nosso lugar. Desde então, a porta de reconciliação ( salvação = vida eterna) do homem com Deus está aberta, mediante o arrependimento e a fé nesta verdade. Logo, nenhum sacrifício, autoflagelação, martírio etc, se faz necessário ao homem para se achegar à Deus e ser justificado por Ele. Basta conhecê-lo.

 

 

 

Portanto, se não se faz necessário nos autoflagelarmos, para nos justificarmos diante de Deus e sermos aceitos por Ele, tanto mais desnecessário ainda, é infligirmos qualquer tipo de flagelo, martírio, sofrimento etc. àquelas que, por natureza, já estão justificadas, os pequeninos (…)porque dos tais é o reino de Deus(…) Mc 10:14.

 

 

 

(Oséias 6:6) – “Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.

 

 


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A ditadura mística de Mahmoud Ahmadinejad

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Em 2005, após ter discursado na ONU, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad comentou com seus compatriotas:

“alguém de nosso grupo me contou que, quando comecei a dizer “em nome de Deus, o Todo-Poderoso e Clemente”, ele viu que uma luz me rodeava, e eu me encontrava no meio dela. Eu também a senti. Senti a atmosfera mudar de repente e, por esses 27 ou 28 minutos, os líderes mundiais nem pestanejaram. (…) E eles ficaram extasiados. Foi como se uma mão os prendesse em seus lugares e lhes mantivesse os olhos abertos para receberem a mensagem da República Islâmica”.

A citação acima, que mais parece ser tirada de algum conto místico, na verdade é bem real e foi dita nada menos do que por um chefe de Estado e, se refere, não à uma experiência qualquer que o mesmo teria tido em algum momento de sua vida mas, à uma experiência mística ocorrida durante um discurso proferido por ele, na ONU, em 2005.

images3À princípio, ficamos surpresos com a fala de Ahmadinejad, afinal, não é todo dia que ouvimos um líder político dizer que teve uma “epifania” em pleno púlpito da ONU, contudo, ao tomarmos conhecimento das crenças e ideais que movem este homem, entenderemos o porquê da falta de constrangimento dele, em se pronunciar conforme o fez, perante as autoridades políticas das várias nações do globo ali reunidas.

Ahmadinejad é um muçulmano xiita, segmento que representa cerca de 16% dos muçulmanos no mundo e cerca de 98% no Irã. Os xiitas tem uma visão escatológica peculiar que os difere dos demais muçulmanos. Na crença xiita, antes do juízo final e do fim do mundo, deverá ocorrer a vinda do imã Mahdi, o qual seria o 12º e último sucessor do profeta Maomé e que teria desaparecido ainda enquanto criança em 941dC. Acreditam que a vinda do imã Mahdi será precedida por um contexto mundial de guerras e assolações e, logo após, o mundo todo será governado por 07 anos pelo aguardado imã em preparação para o juízo final.

images4O presidente iraniano, portanto, não apenas compartilha desta crença, como também nela se apóia para respaldar e legitimar seu governo, uma ditadura teocrática à serviço da causa apocalíptica-muçulmana-xiita. Na verdade, Ahmadinejad se considera mesmo um “predestinado”, alguém que recebeu a “divina” missão de preparar o caminho para a revelação do imã. Isto foi explicitamente anunciado por ele mesmo quando em pronunciamento a líderes religiosos iranianos, em 16 de novembro de 2006, afirmou que seu papel como líder da nação era pavimentar o caminho para o glorioso reaparecimento do imã Mahdi”.

Tal como num ato simbólico-profético, Ahmadinejad deu mostras de que leva esta missão a sério ao mandar construir, enquanto prefeito de Teerã, uma larga avenida dedicada a chegada do imã.

Mais recente, com a eleição de Barack Obama à presidência dos EUA, as expectativas apocalípticas do presidente iraniano foram exacerbadas por conta da publicação em outubro de 2006, por um web-site iraniano, de uma Hadith (tradição) de um texto xiita do século 17 escrito por Mula Majlisi, composto de 132 volumes e considerado a base do xiismo moderno.

obamaA Hadith afirma que pouco antes do aparecimento do Madhi, “um homem alto e preto assumiria as rédeas do governo no oeste (Ocidente), comandando o mais poderoso exército da terra” e que este governante ocidental traria “um claro sinal” do terceiro imã, Hussein Ibn Ali.

À coincidência do biotipo e cor de pele de Obama, soma-se a de seu nome, Barack Obama Hussein, significar “a bênção de Hussein” em árabe e persa. Ainda, o nome Obama, escrito no persa se pronuncia “Ba Ma”— “ele é conosco”.

 

Assim, se Ahmadinejad achava que era um “iluminado”, agora ele tem certeza. Muito antes de Barack Obama pleitear a Casa Branca o líder iraniano já nutria esta convicção de precursor do imã, agora, com a eleição e posse de Obama, por conta da citada Hadith, a convicção se confirma para ele definitivamente.

Isto, com certeza será determinante na forma como que Ahmadinejad conduzirá sua política interna e externa. E aqui reside o problema. Se temos alguém, que se considera um escolhido dos deuses e abonado por eles, para o cumprimento de uma missão especial, temos então, alguém, que não se constrangerá em ousar confiadamente em seus planos e atitudes. Tal tem sido a postura de Mahmoud Ahmadinejad à frente do governo iraniano.

images10Movido por este senso de “segurança divina”, ele fez pouco caso dos “tambores de guerra” da era Bush e tem ignorado as ameaças do ocidente contra o programa nuclear iraniano. Nesta mesma ousadia, ele tem afirmado, sem nenhum pudor, que o holocausto jamais ocorrera e que aguarda a derrocada da América e o extermínio do Estado de Israel. A notícia abaixo confirma o que temos dito:

Resumo da notícia: Ahmadinejad anuncia o fim de Israel e dos EUA- fonte: http://g1.globo.com/Noticias 02/06/08 – 10h55 – Atualizado em 02/06/08 – 11h00

TEERÃ, 2 Jun 2008 (AFP) – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta segunda-feira que Israel e “a potência satânica norte-americana” vão desaparecer em breve, e que o imã Mahdi, 12º sucessor do profeta segundo os xiitas, voltará logo para salvar o mundo.

“A época do desaparecimento da potência satânica norte-americana e a contagem regressiva do império da potência e do dinheiro já começou”, declarou Ahmadinejad em Teerã, segundo a agência oficial Irna.

“O regime sionista, com 60 anos de crimes, violações e saques, está chegando a seu fim e logo desaparecerá”, acrescentou o presidente iraniano durante um discurso para convidados estrangeiros por ocasião do 19º aniversário da morte do fundador da República Islâmica, o aiatolá Khomeini.

Esta convicção de que as coisas acontecerão conforme ele espera que aconteça, num prazo de tempo relativamente curto, nos faz concluir que Ahmadinejad tem planos para um futuro próximo. Vale lembrar que, no próximo mês de junho, haverá eleições presidenciais no Irã; o que acaba por levantar um questionamento: se, conforme temos falado, Ahmadinejad tem uma “agenda mística-idealística” a cumprir, como será que ele espera cumpri-la? Vai esperar os resultados do próximo pleito, onde tentará a reeleição para cumprir com sua “missão” no segundo mandato? Ou, sabendo ele que seu índice de aprovação entre os iranianos não é dos melhores, e, por isto mesmo, poderá vir a ser derrotado nas urnas pelo ex-presidente, Mohammad Khatami, inviabilisando, assim, seu “chamado místico”, estaria desde já articulando “um plano b” — um golpe de Estado em caso de derrota; prática costumeira em países sem tradição democrática e com lideranças com o perfil tal como o do presidente iraniano?

Até mesmo, numa ação desesperada, temendo passar a janela de oportunidade, que lhe ratifique o papel de precursor do imã, poderia Ahmadinejad nos próximos meses, levar o Irã à uma confrontação militar.

Este cenário é plausível, considerando o fato do líder iraniano fazer parte da Hojjatieh, uma seita islâmica radical que prega a vinda do imã Madih e o triunfo do Islã através da guerra final contra todos os que não se lhe submeterem. Na crença radical da seita, no fim dos tempos a Dar al-Islam ( a Casa do Islã) deve aniquilar a Dar al-Harb ( a Casa da Guerra, o mundo não convertido ao Islã) e assim tornar o mundo inteiro numa grande república islâmica.

images11Tal excesso de confiança de Ahmadinejad, pode também se dever a outros dois fatores de caráter não religioso: a certeza de que a Rússia estará apoiando o Irã num confronto com o ocidente[1] e, contrariando o consenso mundial, o fato de o país já possuir, desde 2002, armamento nuclear adquirido do Paquistão.[2]

Todo este quadro nos permite vislumbrar, um recrudescimento para os próximos meses, da política externa iraniana e, por conseguinte, um cenário não muito animador para a paz mundial.

Entrementes, para os que estão familiarizados com o panorama profético do tempo do fim, tal cenário que vai se desenhando, não lhes causa estranheza alguma, considerando que o mesmo, há muito, já havia sido antecipado pela profecia bíblica de forma surpreendente e inquestionável. Resta-nos, portanto, apenas aguardar pelo cumprimento da palavra profética e nos posicionarmos adequadamente conforme nos exorta as escrituras:

“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez, e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, a todo tempo,orando, para que possais escapar de todas estas coisas que tem de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem.” Lucas 21 34-36

[1] http://www.espada.eti.br/n2097.asp

[2] http://www.espada.eti.br/n2047.asp

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