O alinhamento da América Latina rumo a Nova Ordem Mundial

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Acontece nesta semana, na costa do Sauípi, Bahia, a 36ª cúpula do Mercosul reunindo lideranças políticas dos países da América Latina . Como em edições anteriores, numa das reuniões do grupo, não se chegou a um consenso no que diz respeito a assuntos de interesse dos principais países que compõem o bloco, como, por exemplo, as negociações para eliminar a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) como é defendido pelo Brasil. Contudo, se por um lado não se chegou num acordo em algumas questões essenciais na pauta de reuniões, por outro, parece que pelo menos numa questão está havendo uma disposição comum entre os chefes de Estado — a criação de uma nova estrutura financeira regional que atenda aos interesses dos países que integram o bloco.

moeda“O presidente do Equador, Rafael Corrêa, disse nesta terça-feira (16), durante a abertura da Cúpula do Mercosul, que os países da América Latina e do Sul poderiam estar em melhores condições econômicas se algumas medidas no sentido de ter um sistema financeiro próprio para a região tivessem sido tomadas. […] O presidente do Equador sugeriu ainda que os países deveriam adotar uma moeda única para ficar imunes das variações econômicas “dos países desenvolvidos”.[1]

A idéia defendida pelo presidente equatoriano, a nível de América Latina, foi reforçada hoje, quarta-feira (17) pelo presidente boliviano Evo Morales como nos mostra o excerto da notícia:

“COSTA DO SAUÍPE – O presidente da Bolívia, Evo Morales, fez hoje, na segunda sessão da reunião de Cúpula da América Latina e Caribe sobre integração em desenvolvimento, um discurso inflamado e antiamericanista com duas propostas: que os 33 países da América Latina e Caribe exijam do novo governo dos Estados Unidos o fim do embargo a Cuba e a criação de uma moeda única – o Sucre – para a América Latina.”[2]

Quando ouvimos os Presidentes acima sugerindo a criação de um organismo financeiro comum para a América Latina, com a adoção de uma moeda única, estamos diante de um reforço dialético do que já havia sido aventado pelo presidente Lula em maio deste ano, durante o programa de rádio Café com o Presidente: “Vamos caminhar para, no futuro, termos um Banco Central único, para ter moeda única, mas isso é um processo e não uma coisa rápida”.

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Na ocasião a afirmação do presidente se referia ao Banco da América do Sul, idéia incluída na agenda oficial de discussões do Mercosul já há algum tempo. Esta fala do presidente, quase em tom profético, aconteceu após a criação e oficialização da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), e é um corolário desta união, afinal, a unificação regional de um bloco de países pressupõe a adoção de instrumentos políticos e econômicos que lhes sejam comuns, sendo a moeda única, uma conseqüência natural desta integração, como foi o Euro na União Européia.

A idéia de uma estrutura financeira regional, com conseqüente estabelecimento de um banco central e uma moeda única tem como justificativa a crise financeira mundial. Argumentam que a atual crise instalada tem por responsável as políticas econômicas das potências mundiais, sobretudo do “imperialismo norte-americano” — conceito caro ao discurso ideológico da esquerda sul-americana — e que a mesma tem vulnerabilizado ainda mais os países em desenvolvimento, pela relação de dependência que estes mantêm com o sistema financeiro mundial e que, diante desta constatação, urge criar uma estrutura financeira regional que elimine esta relação de dependência externa dos países em desenvolvimento nesta parte do continente.

onu3Embora a justificativa acima para a unificação econômica-monetária da América latina sul-americana se apóie na crise financeira mundial, sabemos que a real motivação por trás da idéia vai muito além disto, aliás, antecede em muito a atual crise financeira. A unificação desta região do continente americano segue a mesma cartilha que determinou a unificação dos países europeus que veio formar a União Européia. Tal cartilha, seguida de forma consciente ou não pelas lideranças latino-americanas — acho difícil que não o seja — prevê a reordenação dos vários países do globo em dez regiões, ou melhor, em dez supernações como parte fundamental na implantação da chamada Nova Ordem Mundial, na verdade, o penúltimo estágio no processo que levará a criação de um governo único mundial.

Nos anos 50, a então líder ocultista da Casa de Teosofia e grande difusora esotérica da Nova Ordem Mundial, Alice Bailey, à partir das revelações de seu espírito guia, Mestre D.K, escreveu em The Externalization of the Hierarchy, que o mundo deveria primeiro ser reorganizado em Esferas de Influência antes que pudesse ser organizado em um governo global. Quase duas décadas depois, em 1972, os autores a serviço da Nova Ordem Mundial, Mihajlo Mesarovic e Eduard Pestel, publicaram um livro chamado Manking at the Turning Point, ( A humanidade no ponto de mudança) o qual incluía um plano para reorganizar as nações do mundo em dez supernações, como abaixo se segue:

1.    América do Norte
2.    Europa Ocidental
3.    Japão
4.    Austrália, África do Sul e o resto da economia de mercado do mundo desenvolvido
5.    Europa Oriental, incluindo a Rússia
6.    América Latina
7.    Norte da África e o Oriente Médio
8.    África Tropical
9.    Sul e Sudeste Asiático
10.    China

mudo2O propósito desta reordenação das nações visa a atender um dos maiores desejos dos proponentes da Nova Ordem que é a dissolução do conceito de soberania nacional e, por tabela, o fim do sentimento de patriotismo que liga o indivíduo a nação a qual pertençe, sentimento este que não combina com os esforços atuais de se criar na mentalidade do homem moderno o senso de se pertencer a uma grande aldeia global. Mas não é apenas isto, busca-se também uma forma mais efetiva de se exercer o controle, a dominação. Quanto mais fragmentada é a civilização mundial, geopoliticamente falando, tanto mais difícil se torna impor uma política de dominação global. Ao passo que o mundo tiver sido reordenado conforme o modelo acima, uma estratégia mundial levada a efeito pela elite global que gerencia a Nova Ordem imporá sobre todas as regiões — pelo menos tentará impor — um modelo sócio-político-econômico-religioso que seja comum a todos.

Quando me deparei pela primeira vez com este plano de reorganização mundial em dez supernações, fiquei admirado com a exatidão das profecias bíblicas em apontar com séculos de antecedência todo o desenrolar dos acontecimentos mundiais até o tempo do fim. Pude perceber que o citado plano, caso se confirme, será o cumprimento fiel da profecia bíblica. Nos livros proféticos de Daniel (AT) e Apocalipse (NT) vemos claramente o anúncio da chegada deste sistema caracterizado por dez grandes estruturas de poder. Vejamos:

[Daniel 7:7-8] “Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas.”

(Daniel 7:23-24) – “Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de  todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.”

(Apocalipse 17:7, 12-13) – “E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres […] E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.”

Conforme observamos acima, primeiramente, em ambas as profecias a linguagem é simbólica, sendo isto característico da literatura apocalíptica, porém, logo em seguida, é dada a interpretação de cada elemento que compõe o conteúdo da visão. No caso de Daniel somos informados que o quarto animal significa um reino (Império Romano) que se formaria após a ascensão e queda de outros três reinos anteriores (Babilônico, Medo-Persa e Grego), conforme revelado no contexto do livro. Quanto aos dez chifres significam dez reis, ou, dez estruturas de poder que se levantaria futuramente á partir do legado do quarto animal, o Império Romano.

Historicamente sabemos que o Império Romano se desestruturou e após ele nenhum reino conseguiu equiparar-lhe em grandeza e realizações, não obstante, ser esta uma busca que fascinou figuras como Napoleão, Hitler e tantos outros. Assim sendo, como não encontramos na história nenhuma estrutura de dez reinos surgidas á partir do Império Romano, e em razão também de em Apoc 17: 12 constar que os dez reis receberão o reino e o poder somente nos dias da besta ( Anticristo) podemos estar certos que o cumprimento desta profecia é para os tempos finais . Agora, em que aspecto os dez reis, ou como dissemos, as dez estruturas, se originarão do Império Romano, parece ser em relação as características que marcaram aquele império e que estarão presentes nesta estrutura. O Império Romano, cujo alcance se estendia por todo o mundo mediterrâneo, era dividido em várias províncias e cada uma, independente de que cultura, povo, ou nação era composta, devia se subordinar a direção de Roma. De igual modo, na Nova Ordem Mundial, as dez regiões estarão subordinadas a liderança do ditador mundial que, possivelmente, estará operando á partir de Roma. Assim, podemos entender que a Nova Ordem será em certa medida uma reedição em escala maior do antigo Império Romano.

Portanto, se o livro de Mesarovic e de Pestel  corresponde de fato ao que tem sido estabelecido nos conciliábulos da Nova Ordem, os próximos meses ou anos, serão marcados por grandes transformações na cena mundial com a reordenação supracitada das nações mundiais. Em se considerando esta possibilidade, cada vez mais as lideranças políticas, teóricos políticos e todos aqueles capazes de formar opinião, e que estão conscientes ou não, trabalhando em prol da agenda da Nova Ordem, se entregarão ao exercício dialético de convencer a opinião pública de que a única saída para seus países permanecerem de pé diante da crise financeira mundial, que não sabemos ao certo que níveis atingirão ainda, será a integração regional.

Antes de encerrarmos gostaria de esclarecer que não está em discussão aqui a legitimidade, a eficácia ou a competência de medidas político-administrativas adotadas pelos governos diante da atual crise financeira mundial. O que queremos é apenas apresentar uma perspectiva bíblica dos acontecimentos mundiais que estão se desenrolando diante de nossos olhos e que há muito foram antecipados pela palavra profética conforme temos mostrado. O nosso desejo é que pessoas venham a ser despertadas por esta realidade e venham a conhecer a verdade que pode libertá-las deste sistema de engano.

[1] (Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/ )

[2] (Fonte: http://www.estadao.com.br/internacional)


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