Arquivo para outubro, 2010

E se a Marina ganhasse as eleições?

Para aqueles que acreditavam que a candidata evangélica Marina Silva, caso eleita, atenderia aos interesses e anseios do povo cristão, sobretudo evangélicos, em face de algumas propostas de leis e tendências ameaçadoras ao conjunto de crença e valores cristãos, sinto muito em dizer mas estão sinceramente enganados. Marina, embora evangélica, é cria do PT, logo, herdeira de sua ideologia politica e visão de mundo, o que a coloca longe de ser uma figura messiânica que poderia, como sonha alguns, transformar o Brasil num Israel tupiniquim, soma-se a isto o fato de que estamos num país laico, não numa teocracia, aliás a laicidade do Estado foi uma das conquistas do protestantismo, diga-se de passagem.

O problema é que os que assim pensam em relação à um presidente evangélico costumam fazê-lo na perspectiva dos governantes hebreus do antigo Israel, ou seja, criam uma utopia de que um presidente evangélico, por ser evangélico, terá seu governo automaticamente abonado por Deus, independente de suas capacidades pessoais, perfil ético-moral e compromisso ideológico-partidário. Não, nada pode estar mais equivocado.

Mesmo na hipótese de Marina, ou qualquer outro evangélico, vir a governar o país, jamais poderíamos esperar que certos aspectos e práticas típicas da realidade política, social, cultural e religiosa brasileira viessem a mudar por isto. Idolatria, diversidade religiosa, sensualidade, carnaval, criminalidade, violência, corrupção, impunidade etc, são traços característicos do retrato sócio-cultural da nação brasileira, aspectos entranhados e impossíveis de se remover, à menos que haja uma intervenção divina, nos moldes dum avivamento wesleyano, e oxalá que tal acontecesse!

Não, este país não é o Israel Bíblico, e nossos governantes não são os soberanos da linhagem davídica. E em que pese sermos quase 20% de evangélicos, este pais é muito mais Egito do que Canaã, terra prometida. E por falar em Egito, quando ali esteve José, um servo de Deus no governo da casa de Faraó, os egípcios não se tornaram menos idólatras ou perversos, e se houve algum resultado positivo do governo de José, este foi alcançado pela presciência de Deus, o qual não apenas colocou José naquela circunstância, como cuidou para que Sua vontade soberana se cumprisse através dele.

Logo, percebe-se que José, ou qualquer outro hebreu, jamais teria estado onde esteve se Deus não o permitisse. Foi Deus quem quis, e não uma escolha pessoal de José. Caso José de alguma forma tivesse conseguido chegar aonde chegou, como fruto de sua própria escolha, Deus não teria nenhuma obrigação de fazer o que fez através dele. De igual forma, o fato de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abdnego estarem na corte babilônica não tornou a babilônia menos idólatra, sensual, cruel e digna de não ter seu nome associado em Apocalipse com o Sistema mundano inimigo das coisas de Deus.

Posto isto, Marina não poderia se basear na Bíblia para governar o país como o rei hebreu deveria se basear na lei mosaica para governar Israel, ela não pode trocar a Constituição pela Bíblia, pois, se assim fizesse, no dia seguinte conseguiria um impeachment. Isto significa dizer que as convicções religiosas de Marina são uma, a sua conduta política, outra, trocando em miúdos, o modus vivendi, o status quo da nação brasileira caracterizado pelos aspectos acima citados, permanecerá o mesmo, com ou sem Marina. Isto não significa que Marina, caso eleita, não exerceria um bom governo, não está aqui em questão o mérito e capacidade dela como política, como gestora. Ao contrário, numa eventual eleição em que Marina conduzisse seu governo com justiça, equidade e sabedoria, com toda a certeza faria um ótimo governo.

Também queremos considerar que aquilo que se pretende evitar com a eleição de outros candidatos (as), como questões polêmicas, antibíblicas, e que vão de encontro aos valores cristãos, legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo etc não significa que não aconteceria caso ela fosse eleita, pois, tais temas, não são caprichos de um determinado governo, mas sim as exigências de uma sociedade hostil aos valores tradicionais, e pior ainda, exigências que emanam sobretudo da “toda-poderosa ONU”. É irremediável, gostemos ou não, com Marina, Serra, ou Dilma a coisa vai acontecer cedo ou tarde, e aí se cumpre Jó 3:25 quando diz :” Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu.”

Finalmente, em tempos de definição profética, exerçamos nossa cidadania fazendo nossas escolhas de acordo com o que entendemos ser a melhor opção, se é que há uma melhor opção. Muitos me condenarão alegando que não tenho uma visão que contemple as possibilidades da política para os interesses do Reino, o que não é verdade, o que não tenho é compactuação com utopias convenientes propostas e defendidas por alguns líderes que estão ávidos para trocarem o púlpito onde Deus lhes colocou pelo plenário da casa política do deus deste mundo. Há um bom tempo temos uma bancada evangélica e nem por isto a situação política do pais se alterou positivamente, ao contrário, nunca se corrompeu tanto, sem contar escândalos envolvendo políticos evangélicos. E porquê não falar dos pastores que apoiam o PT, um partido cuja ideologia, o marxismo, é totalmente contra os fundamentos da fé cristã. Se for para votar vou votar em quem seja capacitado, do ponto de vista ético-moral, cultural e, sobretudo, espiritual, conquanto que não esteja ligado ao ministério da palavra, para que dele não tenha que abdicar em favor dos interesses seculares,  mas o que vale mesmo é guardar o que temos pra que ninguém roube nossa coroa (Apoc 3:11).

 

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Os evangélicos e as eleições de 2010

eleições 2010

Nunca em toda a história do evangelicalismo brasileiro se viu um engajamento tão grande dos evangélicos com o atual pleito eleitoral. Tal engajamento foi desencadeado pelo temor de que, face ao resultado das eleições, poderia no próximo governo se desencadear uma perseguição ao povo evangélico por conta do conflito resultante entre leis que seriam aprovadas e o conjunto de crenças e princípios defendidos pelos mesmos. Nesta disposição, todo o arsenal, espiritual e material disponível, e-mail, folhetos, sermões, orações, cartas, reuniões, interseções, atos proféticos, marketing etc foi usado pelo povo evangélico para impedir que determinada candidata saísse vitoriosa nas urnas. È bem verdade que muitos líderes evangélicos se aproveitaram da vulnerabilidade emocional de seus liderados e se utilizaram deste temor como instrumento de legitimação para se lançarem candidatos aos mais diversos cargos eletivos. Contudo, a parte disto, será que o temor do povo evangélico se justifica, ou estariam sofrendo de véspera?

Penso que o fato de tal candidata vir a governar o país, ou ser substituída pelo  seu vice, tido por muitos como sendo satanista, não deveria significar que estamos à beira de uma grande perseguição, de uma iminente “temporada de caça aos crentes”. Não, a coisa não funciona assim da noite para o dia, especialmente num país tal como o Brasil.

Além de sermos um país de tradição democrática, possuidor de uma constituição que nos garante a liberdade religiosa, somos um país considerado de esmagadora maioria cristã, incluindo católicos e evangélicos, o que significa muito para ser desconsiderado em favor de uma aberta e explícita perseguição, no curto prazo, nos moldes dos regimes totalitários, como países comunistas, islâmicos etc.

Soma-se a isto o fato de que, no país que se chama Brasil, onde as leis são mais retóricas do que práticas, vide a impunidade e o descaso como são tratadas, principalmente pelos políticos, estas, uma vez aprovadas, dificilmente são colocadas em prática, obedecidas e executadas de forma imediata e/ou duradoura. Logo, mesmo diante da aprovação de leis que, em tese, vão contra os princípios cristãos, ou objetivem o cerceamento de práticas cristãs conflitantes com estas leis, penso que a efetiva observância e aplicabilidade das mesmas, dado o presente cenário, somente se fará sentir a longo prazo, isto considerando um contexto de relativa tranquilidade.

Agora, um olhar mais atento irá concluir que estamos diante de um fenômeno que está sendo construído diante de nossos olhos e sem que o percebamos, e que estará diretamente relacionado à uma provável perseguição aos cristãos em geral, a “esquerdização da América Latina”. Aqui, considerando que falar de esquerda é falar de ímpeto comunista, podemos sim esperar para os próximos anos um contexto não muito animador para os cristãos, sejam católicos ou evangélicos pois, o comunismo em essência, é ateu, amoral, antifamilia, antireligião, enfim, anticristão.

Contudo, creio que há um fator que possa de fato desencadear uma grande perseguição imediata, no curto prazo, e este fator é uma ruptura. Algo abrupto, repentino, um contexto de grande crise que mude a ordem interna e crie o ambiente propício e favorável a perseguição. Tal fator, a meu ver, pode ser encontrado numa iminente guerra mundial, numa grande crise nacional, como uma revolução, ou catástrofe de abrangência nacional, ou a combinação de ambas. Uma vez instalado o caos, instrumento de mudanças utilizado pelos regimes totalitários, um cenário de perseguição pode ser contemplado.

Caso esta ruptura não aconteça, principalmente decorrido o famigerado ano de 2012, tido por muitos como o marco decisivo para as grandes mudanças que sobrevirá a terra, a tendência natural é que a perseguição aos cristãos vá se cristalizando à medida que os lunáticos e inconseqüentes marxistas venham a consolidar o acalentado sonho de se implantar a URSAL ( União das Repúblicas Socialistas da América Latina), uma versão latinoamericana da antiga URSS. Caso isto aconteça, como parece provável, os cristãos terão motivo de sobra para temer a perseguição.

O que nos resta como cristãos é permanecermos atentos, vigilantes.